Os critérios de regulamentação e de elegibilidade para hospitais e clínicas de transição no país foram destaques na discussão do I Congresso Brasileiro de Desospitalização, no dia 22 de maio, durante a Feira Hospitalar 2019, em São Paulo.

O encontro reuniu os principais players envolvidos na desospitalização, uma tendência mundial com benefícios comprovados, mas que ainda requer regulamentação no Brasil. A população brasileira envelhece e com isso crescem de forma significativa as doenças crônicas e comorbidades que levam a longa permanência hospitalar.

É preciso, então, que toda a cadeia de saúde, bem como a população, tenha conhecimento da existência dos hospitais de transição.  Estas instituições são uma tendência mundial de humanização, otimização de custos e intensificação do atendimento multiprofissional (fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos, enfermeiros, médicos  etc).

Estas instituições são uma tendência mundial de humanização do atendimento, diminuição de custos e priorização do atendimento multiprofissional (desde nutricionistas a fisioterapeutas)

“A desospitalização é um aliado terapêutico, que melhor atende as necessidades do paciente e promovendo isso de forma mais segura”, apontou Yussif Ali Mere Junior, presidente da FEHOESP e do SINDHOSP.

Ana Maria Malik, coordenadora do FGVsaúde da Fundação Getulio Vargas, lembra que o paciente precisa estar sempre no centro do cuidado. “Para trabalhar com desospitalização é preciso tecnologia, e de todo o tipo, desde equipamentos a medicamentos”, contou.  

Willian Dib, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), destacou que a entidade vê bom bons olhos a desospitalização não só por uma questão de redução de custos e riscos mas , sobretudo, pela segurança do paciente.

Para Ruy Baumer, CEO da Baumer, conhecer mais sobre o tema reduz custos na saúde. “Os hospitais de retaguarda são um serviço que veio para ficar, pois significam melhorias e conforto para o paciente”.

Eduardo Santana, sócio-diretor da Nobre, empresa de retaguarda e transição hospitalar,  faz um balanço positivo do primeiro congresso que debateu o assunto, justamente por reunir todos os stakeholders da cadeia produtiva na mesma mesa.

“Além disso, neste primeiro congresso, 54% da plateia eram representantes de plano de saúde. Importante tê-los interessados para criar critérios para o paciente estar na hora certa, no lugar certo e pelo tempo correto”, avalia Eduardo Santana. Um grupo de trabalho sobre o assunto deve ser criado para dar continuidade nos trabalhos.

 

O Congresso

O congresso foi promovido pelas entidades SINDHOSP (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo); FEHOESP (Federação dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo), CNS (Confederação Nacional de Saúde), FENAESS (Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde; IEPAS (Instituto de Ensino e Pesquisa na Área da Saúde); e pela Nobre Saúde. 

Leave a reply