Nobre participa de webinar e destaca importância da coordenação de cuidados para um sistema de saúde mais eficiente

A pandemia de Covid-19 que estamos enfrentando é inédita. Nunca se viu um vírus com tão alta capacidade de transmissão e nenhum sistema de saúde do mundo estava preparado para isso. Mas, ter uma atenção primária estruturada faz toda a diferença para não sobrecarregar os hospitais, que precisam dar prioridade aos pacientes em estado mais grave e que necessitam de assistência com mais recursos.

“Nosso sistema de saúde precisa ser repensado. O caminho para uma melhor assistência deve começar com a oferta de serviços de qualidade na atenção primária,”, explicou Eduardo Santana, diretor-executivo da Nobre Saúde, ao participar do webinar  “Como orientar  profissionais quanto à atenção primária em um contexto de Covid-19”, promovido pela Conferência Brasileira de Gestão da Saúde Corporativa (Cogesc 20), em 15 de junho.

Na visão de Santana, a pandemia só veio acelerar a transição digital na saúde e mostrou como é importante a gestão estratégica desde ade entrada do paciente no sistema como forma inclusive de evitar desperdício de recursos e garantir mais qualidade na assistência. “O sistema de saúde brasileiro era pouco coordenado. Agora estamos discutindo isso. É preciso repensar a lógica hospitalocêntrica, com pacientes ocupando leitos com doenças que poderiam ser prevenidas com a atenção básica, assim os hospitais teriam leitos disponíveis para quem realmente precisa de cuidados mais complexos e intensos”, observou.

Segundo estimativas do Ministério da Saúde, 81% das pessoas acometidas pela Covid-19 poderiam ser cuidadas pela atenção primária por ter a forma mais leve da doença. 14% vão precisar de internação hospitalar e 5% demandarão leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs). “Por tanto, é urgente, uma organização em rede de atenção à saúde, integrando os diversos pontos da assistência, além de capacitação para os profissionais que atuam na linha de frente do cuidado”, afirmou Leonardo Piovesan, gerente médico e de Saúde Integral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz ao participar do debate on-line.

Para Piovesan, as instituições que já investiam na promoção da saúde e na prevenção de doenças de seus colaboradores saíram na frente no momento de emergência em saúde pública. “Programas de prevenção e atenção à saúde dos profissionais nas organizações são uma importante estratégia para garantir a saúde ocupacional e potencializar a produtividade, a motivação e a satisfação no ambiente de trabalho. Em tempos de pandemia, quem sempre cuidou da saúde dos seus colaboradores pode ter controle dos indicadores e proporcionar os cuidados indicados para esta situação”, destacou, lembrando que o Hospital Alemão vinha acompanhando a Covid-19 desde que ela surgiu na China; em fevereiro deu início ao trabalho de detecção de pessoas com problemas respiratórios; fez a testagem para a doença em mais de 1.200 funcionários; colaboradores que puderam foram para home office e os com sintomas leves da doença e do grupo de risco foram afastados da linha de frente do atendimento.

Atenção ao colaborador

A necessidade de estruturação e organização dos serviços oferecidos para atingir um cuidado integral e coordenado sempre foi a preocupação de José Antônio Coelho Junior, especialista de Saúde e Benefício do Grupo CCR, que também participou do webinar. 

Para ele, as ações preventivas de cuidado à saúde do trabalhador são importantes dentro das companhias não somente para manter o colaborador saudável e produtivo, mas, também, para a melhora na qualidade de vida, nos relacionamentos e na motivação.

Junior comentou que o grupo criou durante a pandemia uma sala para o gerenciamento de crise, com um comitê que responde ao CEO, equipes médicas e gestores de atendimentos. 2.500 funcionários foram para home office e os mais de mil afastamentos nos três primeiros meses da Covid-19 no país tiveram acompanhamento. Ainda foi implementada uma política de retorno para a retomada das atividades nos próximos meses dos que estiveram afastados e dos que estão trabalhando remotamente.

Na Nobre Saúde, Eduardo Santana contou que neste momento a instituição tem buscado estar ainda mais próxima dos seus colaboradores para identificar, acolher e atender, na medida do possível, suas necessidade. Para tanto, definiram três pilares de atuação: físico, mental e espiritual.

Na parte física, investiram em testes RT-PCR, sorológicos e rápidos em massa tanto em pacientes quanto em colaboradores e promoveram a home office os que atuam na parte administrativa. Também foi fretado uma linha exclusiva para o transporte dos funcionários, seguindo as condições sanitárias e de segurança, além do investimento em equipamentos de proteção individual (EPIs). 

Também realizaram um processo seletivo para ter profissionais à disposição, caso fosse preciso suprir a demanda no atendimento.

No aspecto mental, como uma das consequências trazidas pela pandemia do novo coronavírus é o sofrimento emocional, relacionado ao medo, insegurança e estresse, a Nobre criou a Central de Acolhimento ao Colaborador, onde os colaboradores são ouvidos pela psicóloga da instituição em um atendimento individual e virtual, com segurança e sigilo.

Antecipou o pagamento da primeira parcela do 13º salário, uma medida importante, já que muitas famílias estão com dificuldade financeira neste momento.

E no pilar espiritual, como uma forma de manter a esperança e trazer conforto aos funcionários, pacientes e as famílias, mesmo a distância, às15h, diariamente, são convidados a fazer uma breve oração.

“As estratégias implementadas têm trazido resultados interessantes. Na Nobre Saúde, temos como valor cuidar de nossos colaboradores. Faremos todos esforços para que juntos possamos passar por esse desafio”, finalizou Santana.

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